Portugal com duro teste no U18 Open Championships

Portugal com duro teste no U18 Open Championships

Depois de uma boa vitória contra os Estados Unidos da América, por 26-5, no jogo de estreia no U18 Open Championships 2017, Portugal terá nesta terça-feira uma tarefa muito complicada. A partir das 17h00, em Concarneau, a Selecção Nacional de Sub-18 vai discutir o acesso à final da prova com a França, equipa anfitriã, actual bicampeã e clara favorita a vencer a competição.

Garantido um lugar entre as três melhores selecções europeias no principal nível do U18 Open Championships 2017, Francisco Branco considera que o jogo dos quartos-de-final, frente aos norte-americanos, serviu para Portugal testar o seu desempenho “em alguns pontos-chave do jogo como as fases estáticas, defesa colectiva e, também, frente a um adversário forte fisicamente, o sistema de ataque”.

Sublinhando que “para muitos jogadores foi a primeira experiência de rugby internacional”, o que se reflectiu em “alguns nervos” nos minutos iniciais, o Seleccionador Nacional, que reparte com Rui Carvoeira a responsabilidade de liderar os Sub-18 portugueses, considera que após algumas dificuldades iniciais, Portugal deu uma boa resposta: “Conseguimos reagir bem a uma primeira parte em que fomos menos verticais do que gostaríamos e onde fizemos demasiados erros. No entanto, a equipa teve a capacidade de, mesmo nos momentos de algum desacerto, não sofrer demasiados pontos enquanto éramos eficazes na transformação de penalidades.”

O técnico português refere que “na segunda parte, a equipa acalmou e, baseado numa defesa competente e numa boa utilização das bolas de turnovers” conseguiu “jogar mais tempo no meio campo do adversário e marcar pontos através de ensaios”.

Numa análise ao rival seguinte, Francisco Branco reconhece que terá pela frente um adversário de uma “realidade completamente diferente”, salientando, porém, que este será “um momento importante” para os jogadores nacionais que vão querer “causar problemas aos bicampeões da Europa”. “Vai ser um grande teste para nós pois, para jogarmos contra estas equipas os jogadores têm de se superar. E, isso é um desafio enorme quando falamos em jovens de 16 e 17 anos.”

Sobre a forma como a equipa portuguesa vai tentar abordar o difícil embate, o Seleccionador Nacional de Sub-20 diz que Portugal tentará “ser muito competente a defender”. “Temos de estar à altura do exemplo dos mais velhos e não vacilar neste momento do jogo. Mas também queremos usar bem as bolas que tivermos. Nem com a França queremos deixar de jogar um jogo positivo e de tentar marcar ensaios”, refere.

Francisco Branco analisou ainda o momento das selecções jovens nacionais, referindo que o “trabalho, para além do realizado pelos clubes, começa com os estágios de aperfeiçoamento técnico Sub-14, organizados pelas Associações Regionais.” Dando como exemplo a actual geração que venceu o Rugby Europe U20 Championship, o técnico salienta que “o trabalho dos jogadores que estiveram em Bucareste” nas Selecções Nacionais começou nos Sub-16, onde “foram treinados pelo João Pedro Varela, Gonçalo Neto e Frederico Caetano Nunes. Quando chegaram aos Sub-17 já traziam, pelo menos, três anos de trabalho e um jogo internacional”.

“Os Sub-17, Sub-18 e Sub-19 foram etapas de um processo que é muito importante conseguirmos replicar ano após ano e que se destina a formar homens que se tornem consistentemente ‘Lobos’. Resultados como estes, são excelentes, porque tornam mais fácil a todos percebermos as consequências positivas do investimento efectuado nos mais jovens.

Mas, para nós, é também muito importante vermos que quase todos estes jogadores são, nesta altura, importantes nos seus clubes – onde jogam na primeira equipa – e que houve quatro dos atletas dos Sub-20 que já se estrearam na Selecção principal, um objectivo maior deste processo”, conclui Francisco Branco.

 

 

Programa das meias-finais

França-Portugal: terça-feira, às 17h00

Geórgia-Japão: terça-feira, às 18h00