O que é o Touch Rugby?

O que é o Touch Rugby?

Criado na Austrália na década de 60, o Touch Rugby, dada a simplicidade das suas regras, a possibilidade de ser jogado em qualquer tipo de piso e por atletas de todas as idades, é a vertente da modalidade mais social. Consolidado no Hemisfério Sul, o Touch Rugby está em expansão na Europa e Portugal tem-se verificado o desenvolvimento de vários núcleos, em diversos clubes de rugby portugueses. Pais de jovens atletas e antigos jogadores tem sido cativados a jogar Touch Rugby, nomeadamente durante os treinos de rugby dos seus filhos. Em paralelo têm decorrido várias competições regionais e nacionais e, para coordenar a atividade e promover o crescimento deste desporto em Portugal, constituiu-se recentemente a Associação Touch Rugby Portugal, que colaborará de forma articulada com a Federação Portuguesa de Rugby.

 

Testemunho do jornalista António Tadeia sobre o Touch Rugby:

“Os desportos coletivos, a mim, correram-me sempre melhor fora do que dentro do campo. Em miúdo, jogava à bola com os amigos, tinha a criatividade de um extremo, a finta aprendida a ver jogar repetidamente o Chalana e o Futre, mas o campo de futebol era grande demais para mim. Optei por tornar-me um base-extremo sofrível no basquetebol, modalidade que ainda assim deixei aos 16 anos para vir estudar para Lisboa, onde voltei a dedicar-me às futeboladas com os amigos, sem grande exigência física. Hoje, à hora de almoço, não contive um sorriso ao ver a convocatória das seleções nacionais de touch rugby em M40 e M45. Que é como quem diz, em mais de 40 anos e mais de 45 anos. Na lista estão o André, o Zé Maria, o Cláudio… Tudo malta que, há uns anos, quando o meu filho, o Francisco, começou a jogar rugby, me convenceu a aparecer nuns treinos de touch e fazer frente aos outros pais de jovens aspirantes a rugbymen. Mantínhamo-nos ativos, divertíamo-nos, aprendíamos os bons valores do rugby, que não se perdem só porque se substituem as placagens por toques nas costas, e matávamos o tempo em que os miúdos treinavam rugby a sério. Não durei muito, enquanto jogador de touch, porém. Falta de tempo (não vou a pelo menos metade dos treinos do Francisco), vontade de ver os miúdos treinar quando lá posso aparecer – lá está, falou mais alto a minha tendência para estar do lado de fora do campo – e talvez um pouco de preguiça acabaram-me com a carreira antes mesmo de ela ter começado, antes de aquele embrião diletantístico ter dado origem a uma equipa a sério e, agora, a duas seleções nacionais. Há pouco, quando o Zé Maria me pediu para escrever umas linhas acerca do touch, só me lembrei disto. De que, a brincar, a brincar, ainda podia ter sido internacional (aqui a malta dá uma sonora gargalhada e finge que estou a falar a sério). Era a consagração tardia para um atleta que nunca o foi. Não tinha de ser. Parabéns a todos os que têm feito crescer o touch rugby em Portugal.